terça-feira, 10 de novembro de 2009

UAB Foz abre 142 vagas: graduação, especialização e tutoria



A Universidade Aberta do Brasil (UAB), polo de Foz do Iguaçu através das universidades públicas abriu as inscrições para os cursos de graduação e especialização à distância. A instituição lançou também o edital para a contratação de tutores. No total são 142 vagas para graduação, especialização e tutoria. Para fazer a inscrição a uma das vagas de estudo ou trabalho os interessados devem acessar o site (http://www.uab.pti.org.br).

A graduação ofertada será a de Educação Especial com 50 vagas. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) será responsável pelo curso. O prazo para realizar a inscrição encerra dia 30 de novembro. Antes de preencher o cadastro consulte o edital no site (http://ww.ufsm.br/ead )

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) ministrará 3 cursos. São eles: Gestão Pública, Gestão Pública Municipal e Gestão em Saúde. O total de vagas será de 30 por especialização. As inscrições seguem até o dia 23 de novembro. Para realizar a inscrição acesse o site (http://www.cipead.ufpr.br).

Tutor - O polo de ensino de Foz do Iguaçu irá selecionar dois tutores. O valor da bolsa-tutoria é de 600 reais. As inscrições podem ser feitas até 22 de novembro pela internet. Clique aqui e abaixe a ficha. Este documento deve ser enviado para o e-mail: pedagogiaead@ufpr.br

Mais informações
http://uab.pti.org.br

Secretaria Acadêmica
(45) 3576-7030

Fonte: Megafone

sábado, 7 de novembro de 2009

Giuliano Inzis, padre em Foz do Iguaçu, vence Prêmio Betinho

O padre Giuliano Inzis – presidente do Conselho de Administração da Sociedade Civil Nossa Senhora Aparecida e do Observatório Social de Foz do Iguaçu – receberá o título de brasileiro que participa mais ativamente da comunidade onde vive, transforma a realidade e faz a diferença. Inzis venceu a segunda edição do Prêmio Betinho – Atitude Cidadã.

Inzis tem um excelente trabalho de assistencia social nas áreas de saúde e educação na grande Porto Meira. Bairro do meu camarada Ronildo Pimentel, colaborador desse blog. A segunda edição do Prêmio Betinho reuniu 87 concorrentes de 27 estados. Destes, 37 receberão o título. No Paraná, além de Giuliano, Maria Julia Xavier Rodrigues, assistente social da Associação Vovô Vitorino, de Curitiba, e a religiosa Delfina Rodrigues dos Santos, de Londrina, foram escolhidas.

Fonte: João Arruda

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Essa cidade não é séria

Talvez estivéssemos certos. Era mesmo piada, uma grande provocação, Foz do Iguaçu sediar um encontro sobre Felicidade Interna Bruta?

Talvez uma cidade tão gostosa de viver, violenta, extremamente quente, com pouquíssimas oportunidades, uma cidade de povos na mais "harmônica das existências", mereça todos estes congressos, assim como cada uma de suas aduanas.

Ora, e por que razão os dedicados funcionários da Itaipu não poderiam encher o cu de champanhe em cada um dos catamarans que existirem?

Talvez Foz não tenha os seus 320, 330 mil habitantes, talvez não tenha nem 300. Não seria uma piada? Essa cidade não é séria. Já contrataram um cascavelense pra dar jeito aqui, e nem ele conseguiu.

Os empresários de Foz também não são pessoas sérias, aliás, em Foz existem dois tipos de homens de negócios: os empresários e os hoteleiros. Alguns destes últimos até mereceram livros. Justo, mais até o Sarney já tem os seus. Os hoteleiros são bichos estranhos, alguns os são efetivamente, outros só de coração.

Eu realmente não sei o que a gente anda esperando. Aqui, tudo é uma grande piada - e a vida não parece valer muita coisa. Deveríamos começar a atirar as primeiras pedrinhas? O meu espírito subversivo dura até a pŕóxima chuva.

Fábio Dondoni

Blog Notícias Unila

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tensão por iminente desalojamento de indígenas

País onde a maioria da população tem no sangue e na cultura a herança dos povos indígenas da América do Sul, o Paraguai tem sido pouco grato às etnias nativas que ajudaram a desenvolver sua nação.

Os constantes flagrantes de cidadãos indígenas mendigando pelas ruas das cidades paraguaias somente reforçam tal afirmação. Os próximos dias, por sua vez, podem reservar ainda outro duro golpe contra a dignidade dos povos indígenas paraguaios.

Conforme noticiaram os diários Última Hora e ABC Color, o Instituto Nacional do Indígena (INDI) tornou público seu repúdio à iminente retirada de cerca de 150 famílias indígenas de áreas de terra localizadas entre as localidades de Itakyry e San Alberto, municípios paraguaios vizinhos ao Lago de Itaipu. O INDI afirma que existe pressão política para que o procedimento, supostamente ilegal, ocorra.

O Última Hora noticiou que os indígenas, da etnia Ava Guaraní, ocupam aproximadamente 2,6 mil hectares de terras compradas pelo INDI em 1996 mas que, supostamente, são propriedade de sete agricultores brasiguaios, que por sua vez, as adquiriram do antigo instituto responsável pela distribuição de terras no país.

A contenda vem se arrastando já há mais de um ano, sendo que pelo menos um dos agricultores já obteve da Justiça a confirmação de que parte das terras que, pela escritura que possui, são suas, encontram-se sobrepostas às terras indígenas.

A situação tornou-se mais tensa quando chegou ao conhecimento da opinião pública que a senadora Ana María de Acha teria pedido ao vice-ministro de Segurança, Carmelo Caballero, que retirasse os indígenas das terras que ocupam, mesmo os nativos contando com sete mandatos de segurança que impedem qualquer ação que modifique o estado atual das coisas (ordem de não inovar).

“A senadora ordenou ao vice-ministro agendar o desalojamento. No entanto, ela desconhece a situação dos indígenas e assume um papel que não lhe corresponde. Atua totalmente contra sua função”, expressou o advogado Aníbal Alfonso, da Coordenadoria Nacional da Pastoral Indígena (CONAPI).

“Com estas medidas de não inovar não se pode proceder nenhum desalojamento. As terras contam com uma medição judicial que ampara os indígenas como legítimos proprietários”, complementou.

A CONAPI advertiu que, caso as ordens judiciais sejam desrespeitadas e o desalojamento das famílias indígenas efetivamente ocorra, a instituição pretende denunciar o Estado paraguaio à Corte Internacional de Direitos Humanos.

Fernando R. V. Fernandes

Fonte: Sopa Brasiguaia

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Peça funcional

Os animais iguassuenses não cooperam ou concorrem naturalmente. Não há geneticista social ou documentário do Animal Planet que me convença do egoísmo ou do altruísmo iguassuense. No habitat do animal iguassuense, essa região de "povos e culturas na mais harmônica das existências", não existem leis e regras que sejam "naturais".

Tudo o que aqui se vê, foi e é arbitrário, fruto de uma escolha: alheias escolhas, políticas escolhas, ideológicas escolhas - de governos, de instituições, de pessoas.

Da construção da Itaipu a das aduanas, da abertura comercial paraguaia ao nacionalismo econômico brasileiro, das políticas públicas de segurança aos investimentos em programas sociais, tudo é decisão. Do ânimo para protestos, para cobranças, para a desobediência civil, tudo é posição.

E não é que na terra da "harmonia universal" encontramos a campeã brasileira de assassinatos entre jovens? A quinta em número total de assassinatos no Brasil? E não é que na terra da tolerância cultural encontramos a cidade mais violenta do Paraguai?

Mas afinal, o que os povos e as culturas devem a violência regional que se origina do tráfico e do contrabando, estes "elementos alienígenas"? E o que o turismo deve, ao ponto de associá-lo a pobreza dos habitantes de nossas cidades? Não são as quedas "obras da natureza"? E as fronteiras que nos separam, não são "naturais"?

Afinal, não são leis, mas do que físicas fronteiras, as reais causas de nossa separação? E as concessões públicas para exploração de "patrimônios naturais da humanidade", não são decisões humanas, assim como os títulos que as lauream?

Exotismo

Os publicitários da República dos Hoteleiros querem nos tornar peça funcional da globalização turística, parte integrante do circuito internacional, querem nos transformar num objeto de exotismo cultural-natural-espiritualista, pronto para o consumo, promovendo aqui uma pretensa benevolência universal de povos e religiões, "terra da tolerância e da compreensão", insinuando que aqui se concretizaria certa familiaridade perdida - as melhores virtudes humanas.

Ora, se os consumidores soubessem o quanto essa construção é falsa, parcial, talvez não viessem. Não há como desassociar todos os elementos que sobre nós se abatem.

Os membros da República dos Hoteleiros ignoram a história. A baixa carga tributária paraguaia atraiu os imigrantes, donos de quase a totalidade das lojas de Ciudad de Este, criando ressentimento entre os paraguaios. O comércio de Ciudad del Este se aproveitou da mão de obra dos ex-funcionários da Itaipu, e filhos dos ex-funcionários, assim como os criminosos, que os convocariam. Um dia, o governo brasileiro e a industria nacional se cansaram dessa história: começou a repressão alfandegária.

A partir daí toda a criminalidade regional ganharia como bode expiatório o tráfico e o contrabando, esquecendo de tudo aquilo que os tornaram possíveis - assim como a tentativa, por parte dos governos e da imprensa, em torná-los frutos de uma mesma essência criminosa, ignorando origens distintas para problemas diversos e que, se bem analisados, resultariam em importantes desdobramentos políticos e tributários.

Neste mesmo período se inicia a profissionalização do setor turístico da região, e a exploração da imagem de diversidade - oriunda justamente dos imigrantes atraídos pelo potencial do comércio. Por fim, até o governo brasileiro tentaria instrumentalizar geopoliticamente a romantizada imagem criada da região.

E não é que tudo concorre para isso? Prédios turisticamente capitalizáveis, campus de universidades de integração.

Minha vida, minhas circunstâncias

E já que a partir delas minhas próprias se fazem possíveis, diga-me, Circunstâncias, já que você me criou, ensina-me a viver. Ensina-me a não mais depender de Ciudad del Este, do contrabando e da informalidade, sem que, para isso, tenha que vender a minha escrita a República dos Hoteleiros, minha consciência a generosa Itaipu ou que tenha que comprar uma arma para matar aqueles que criaram você, Circunstâncias.

Ensina-me, canalha, só não me venha com essa história de que a força para as mudanças encontram-se aqui, no meu "interior". Não cite exemplos de indivíduos de sucesso para justificar um oceano de pobreza.

Calma! Se não posso me reduzir aquilo que me torna único, a uma coisa-em-si, tampouco posso me reduzir a você, Circunstâncias, negando uma visível autonomia de movimentos, uma unidade psico-física, mesmo que temporal. Afinal, a retórica das circunstâncias é tão comum para justificar o ato de um criminoso como o esforço individual o é para justificar a riqueza dos favorecidos. Sou essa tensão, não a dialética entre posições antagônicas, mas a própria tensão, e ela me deixa bravo.

Afinal, quem é que paga pra gente ficar assim?

Contudo, o ódio torna tudo muito claro. Ele simplifica o real, torna o complexo previsível, revela-o nos contornos de uma classe, nos gestos e nas palavras de alguns indivíduos. Mil vezes "se fazer" de porta-voz da Fronteira do que ser a própria voz da República dos Hoteleiros.

Fábio Dondoni

Blog Notícias Unila

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

STJ julga ação de indenização contra Itaipu

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga na próxima terça-feira (27) pedido de indenização de cerca de R$ 2 bilhões cobrados por produtores rurais de 13 municípios que margeiam o Lago de Itaipu. De acordo com o STJ, na ação, os produtores alegam prejuízos que teriam tido nos últimos 25 anos em consequência das alterações microclimáticas decorrentes da formação do lago da hidrelétrica, que é a maior do mundo.

O processo será apreciado pela Primeira Turma, sob a relatoria do ministro Benedito Gonçalves. Trata-se de uma causa coletiva contra a hidrelétrica binacional (Brasil/Paraguai). A Ação reúne 1.300 produtores de 13 municípios que ocupam uma área de 70 mil hectares ao redor do lago. O cálculo do prejuízo vem da data da inauguração de Itaipu, em 5 de maio de 1985, e soma R$ 20 mil por hectare.

Alguns produtores reclamam de queda de 40% na produtividade devido às alterações, como modificação do regime de ventos e de níveis de temperatura, umidade, evaporação e radiação. A área de reflorestamento plantada para proteger o lago, chamada de cortina verde, também é apontada como causadora de prejuízos às lavouras.

Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Convocatória para o Pré-ENCE 2010



Nota de Notícias Unila: Atenção alunos da Unioeste e das faculdades particulares da Tríplice Fronteira: já é hora de levantarmos a bandeira da construção de um casa de estudantes que atenda todos os alunos de graduação, pós-graduação e cursos técnicos da região, de instituições públicas e privadas, brasilerios e extrangeiros. Lutemos pela construção de uma casa com autonomia política e administrativa, sensível as demandas e questões regionais. Cobremos o apoio da prefeitura de Foz, Itaipu, Unioeste, Unila, faculdades particulares e da imprensa regional.

Convocatória

Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2009

Prezados (as) moradores (as) de Casas de Estudantes do Brasil,

O Alojamento Estudantil da UFRJ tem o prazer de convocá-los para participarem do Pré-ence 2010. Este encontro é um preparatório do XXXIIII ENCE (Encontro Nacional de Casas de Estudantes), que ocorrerá em Cuiabá (MT), em 2010. O objetivo do encontro, no Rio de Janeiro, é realizar reuniões que possam definir de forma reflexiva a programação do futuro ENCE. O Pré-ence será realizado na UFRJ, nos dias 30 e 31 de outubro e 01 e 02 de novembro de 2009.

(..)

Aconselhamos que, antecipadamente, os interessados possam se informar sobre as questões que envolvem as temáticas que trataremos e que reflitam, com o propósito de trazer também informações, ideias e sugestões, posições de suas casas, para debatermos durante o encontro.

Atenciosamente,
Comissão Organizadora

Informações:


preencerio@gmail.com
Clécia: (21) 9682 3196
Juliana: (24) 9916 5499
Michele: (24) 9215 3091

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